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Todo dia é dia de sustentar a vida

05 de Junho de 2012 às 22:21
por Sérgio Xavier

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Com o governador Eduardo Campos, em Suape, no dia Mundial do Meio Ambiente, plantando mudas de espécies nativas da Mata Atlântica

 
Artigo publicado na Folha de Pernambuco de 5 de Junho de 2012 - Dia Mundial do Meio Ambiente

Sérgio Xavier - Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco

Vida depende de ar puro, água, alimento, energia, ambiente agradável. Para entender a importância do meio ambiente no nosso dia a dia, basta imaginar o que ocorreria se houvesse um “apagão ambiental”. Imagine um dia sem oxigênio ou sem comida. Imagine uma cidade ou uma empresa sem energia. Imagine um lugar inundado e outro sem água, como já ocorre agora mesmo em Pernambuco. Nem é bom pensar. Portanto, defender a conservação dos recursos naturais, criar condições para manter o clima em equilíbrio, evitar poluições de todos os tipos e proteger nossos rios é garantir as condições mínimas para a vida de quem está aqui hoje e para as gerações do futuro. Mas, como fazer tanta coisa ao mesmo tempo, lembrando que a grande prioridade é gerar emprego, reduzir a pobreza, atender a população crescente, eliminar as desigualdades e injustiças? Por onde começar?

Considerando que o crescimento econômico é o eixo propulsor de geração de renda, inclusão social, fonte de receita tributária e, ao mesmo tempo, é o principal fator de degradação do meio ambiente, precisamos começar ‘esverdeando’ as formas de produção, inclusão, distribuição, consumo e, urgentemente, viabilizando o tratamento adequado de lixos e esgotos resultantes dos processos industriais e domésticos. Assim, precisamos definir os setores limpos, de futuro, onde é desejável o crescimento, como, por exemplo, a geração de energias renováveis, as soluções rápidas para saneamento, as tecnologias de reciclagem e a construção ágil de habitações decentes para superar o imenso déficit nacional. É por isso que o Governo de Pernambuco incluiu a economia verde nas suas estratégias de desenvolvimento.

Por um lado é fundamental incentivar as empresas a economizarem energia, reaproveitarem a água, reciclarem materiais e oferecerem produtos saudáveis para os cidadãos. Por outro lado, é preciso ampliar a consciência e elevar o nível de informação das pessoas para que façam escolhas sustentáveis e mudem atitudes, fazendo a sua parte. E os governos devem dar exemplos e influenciar, fortalecendo o caminho da sustentação democrática da vida.

Para formular políticas e realizar ações que deem conta deste imenso desafio, é fundamental a integração de poderes públicos, empresas, organizações não governamentais e cidadãos. Para facilitar a construção de um sistema integrado de gestão sustentável e fortalecer os canais de interação com a sociedade, o Governo de Pernambuco criou há pouco mais de um ano a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade - Semas e incorporou o conceito de Desenvolvimento Sustentável, de forma transversal, em todas as áreas governamentais.

Importantes resultados já podem ser contabilizados, posicionando Pernambuco em lugar de destaque nacional. Por estar localizado numa das regiões, apontadas pela ONU, de maior impacto relativo ao aquecimento global (seca no semiárido e inundações na Zona da Mata e Litoral), nosso Estado foi o primeiro a lançar, em 2011, um Plano Estadual de Mudanças Climáticas, com diversas ações já em fase de implantação.

Entre estas ações, destacam-se o programa Caatinga Sustentável (com proteção de recursos hídricos, educação ambiental e geração de renda com atividades econômicas verdes, como: apicultura, ecoturismo, agroecologia, sementeiras, esportes naturais, manejo florestal, instalação e manutenção de sistemas locais de energia solar); o projeto de recomposição integrada das praias de Jaboatão, Recife, Olinda e Paulista, para reduzir os processos erosivos atuais; o programa Pernambuco Sustentável, com incentivos para fomentar a emergente economia verde, atraindo empreendimentos na área de energias renováveis e tecnologias limpas; o programa Suape Sustentável, que ampliou a área de proteção ecológica de 48% para 59%, totalizando mais de 9.139 hectares - tornando-se a maior área de preservação de zonas portuárias do mundo (incluindo extensas áreas de mangues com conservação permanente), revertendo 33 anos de débitos ambientais. Pela primeira vez na história, em 2011, o complexo conseguiu um ‘superávit verde’, ou seja, as ações de plantio e recuperação dos ecossistemas superaram as supressões anteriormente planejadas.

Além disso, a Semas com a CPRH e rede de parceiros agilizam a implantação de mais de 80 unidades de conservação na Mata Atlântica e Caatinga. Em 2012 o governador Eduardo Campos já formalizou duas novas unidades de conservação na Caatinga, em Serra Talhada e Floresta (as pioneiras em nível estadual), e ainda neste “Mês do Meio Ambiente” assina o decreto criando a maior área de proteção integral da Mata Atlântica, com 2.470 hectares de rica biodiversidade nos municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho. Com isso, aumentaremos em cerca de 30% as áreas protegidas deste bioma. Ainda temos muito a fazer, mas ações como essas merecem ser celebradas neste Dia Mundial do Meio Ambiente e nos muitos dias mais verdes que estão por vir.

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