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Dia de agir para sustentar o futuro

05 de Junho de 2012 às 22:14
por Sérgio Xavier

Osvaldo Santos Zoom
Área de Mata Atlântica que está sendo recuperada em Suape

 
Artigo publicado no Diário de Pernambuco de 5 de Junho de 2012 - Dia Mundial do Meio Ambiente

Sérgio Xavier - Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco

O desafio de hoje, dia mundial do Meio Ambiente, e de todos os dias do Século 21 é reinventar a civilização para garantir, em bases sustentáveis, a vida da humanidade e de todas as espécies da Terra, no presente e no futuro. Promover bem-estar e prosperidade para todos os 7 bilhões de seres humanos que hoje habitam o planeta e para os muitos que ainda não nasceram requer ecoideias, políticas inclusivas, tecnologias inovadoras, economia solidária global e novas atitudes éticas e colaborativas. Ou seja, exige novos pensamentos e valores.

O velho modelo de crescimento a qualquer custo, com foco apenas em indicadores econômicos, com pensamento “OU”, excludente (OU Pessoas, OU Ambiente, OU Futuro, OU Ética) precisa ser substituído por um novo, que valorize a vida em todas as suas formas e que seja includente, considerando simultaneamente: Pessoas (sobretudo as mais frágeis) + Ambiente (Biodiversidade) + Economia + Ética, reduzindo desigualdades e respeitando futuras gerações (priorizando o pensamento “E”, que soma, inclui, distribui equitativamente e considera tudo ao mesmo tempo).

Para fazer acontecer este novo modelo sustentável não basta crescer economicamente. É preciso equalizar e qualificar o crescimento, definindo quais tipos de atividade econômica são desejáveis, conforme suas respectivas capacidades de inclusão social e conservação ambiental. Logo, é fundamental visão sistêmica, políticas interconectadas e uma nova economia que considere a dimensão ambiental.

Pernambuco está avançando na construção deste novo modelo, replanejando o crescimento, corrigindo efeitos colaterais do antigo modelo e definindo as novas cadeias produtivas que devem receber incentivos, em sintonia com a sustentabilidade. Isso não é fácil, nem rápido, nem visível ao primeiro olhar, nem pode ser feito apenas pelo governo. Exige rede de parcerias, novos conhecimentos, perseverança e requer convivência com paradoxos. Na transição para a sustentabilidade coexistem os dois modelos. O decadente e o ascendente.

Vivendo este contexto, Pernambuco ainda enfrenta desafios e problemas antigos, mas já desponta como polo de vanguarda no campo da energia eólica, por exemplo, reunindo empresas que garantem a produção de todos os equipamentos necessários à implantação de parques geradores desta promissora modalidade de fonte renovável.

A agenda socioambiental contemporânea tem duas dimensões fundamentais: a primeira é a agenda “reativa”, que visa evitar, corrigir e recuperar danos ecológicos e sociais que são gerados permanentemente pelo modelo econômico antigo. Como este modelo parte do princípio, inviável, de que a natureza é um poço-sem-fim de matéria-prima e um depósito infinito de resíduos e poluições, os órgãos públicos ambientais jamais conseguem suprir as demandas e vivem sempre “correndo atrás do prejuízo”. E assim, os problemas vão se acumulando, se agigantando e se transformando em bombas-relógios para explodir amanhã.

A segunda dimensão é a propositiva, afirmativa, que busca formular e implantar um novo modelo, contemplando simultaneamente inclusão social, viabilidade econômica e equilíbrio ambiental, baseada no conceito de desenvolvimento sustentável. Visa reverter o processo de degradação ambiental e social, e reduzir os passivos, buscando substituir velhas práticas e tecnologias por novos modos de produção e consumo, fazendo emergir a economia do futuro.

Investir nesta segunda dimensão é disputar a liderança na ecopolítica e nos novos mercados globais. Pernambuco precisa se antecipar para aproveitar as oportunidades dos novos mercados verdes, em ascensão no planeta. Energias renováveis (cadeia da geração solar, eólica e da biomassa), veículos elétricos, indústria criativa, turismo ecológico, redes digitais ecointeligentes, cadeia produtiva ciclística (bicicletas e ciclovias), redes colaborativas de gestão de conhecimento, soluções para racionalização do uso da água, indústria reversa (reciclagem integrada), tecnologias de baixa emissão de carbono, biotecnologia, agricultura orgânica, planejamento urbano verde, sistemas de compartilhamento de veículos para mobilidade eficiente, ecodesign e arquitetura sustentável, são alguns exemplos das promissoras opções de investimento, onde Pernambuco tem potencialidade para liderar.

Em sintonia com estas potencialidades o governador Eduardo Campos lançará no espaço de Pernambuco, na Rio+20, o programa Pernambuco Sustentável, com incentivos para fomentar a emergente economia verde, atraindo empreendimentos na área de energias renováveis e tecnologias limpas. E neste Dia Mundial do Meio Ambiente, o governador assina mais um decreto criando a maior unidade de conservação de Mata Atlântica de Pernambuco, na área de proteção ecológica de Suape, ampliando em 30% toda a área atualmente protegida no Estado. É a reserva de proteção integral de Bita e Utinga, com cerca de 2.500 hectares, que merece ser celebrada neste dia mundial do Meio Ambiente e em todos os dias de um futuro que queremos mais verde e equilibrado.

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