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DISRUPÇÃO CLIMÁTICA

27 de Agosto de 2015 às 17:42
por Sérgio Xavier

Reprodução Zoom
Capa da Edição 1 da Revista Clima Business

 O Clima vai mudar a economia, a cultura e os modelos de negócios. O que fazer?

Sérgio Xavier – Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco

Disrupção significa mudança brusca e intensa em um processo aparentemente imutável. Uma transformação radical e inesperada, que exige alta capacidade de adaptação e sobrevivência. Ultimamente é uma palavra muito associada às grandes inovações tecnológicas que quebram paradigmas, quebram negócios centenários e geram imprevisíveis modelos econômicos e comportamentais.

Se um aparelhinho como os smartphones, por exemplo, provocou drásticas e velozes transformações nas poderosas indústrias da comunicação, da fotografia e da música, o que esperar de um acontecimento em escala planetária, como o aumento da temperatura da Terra, provocando secas extremas, furacões, inundações e extinção de espécies? Com o aquecimento global, quantas disrupções ocorrerão nos setores de energia, transporte, agropecuária, água, urbanismo, alimentos, habitação e nas relações internacionais?

Há duas formas de lidar com disrupções: a primeira é agindo, liderando, inovando, influenciando, antecipando soluções colaborativas e sustentáveis. A segunda é ficar passivo e se deixar levar pela onda, se adaptando ou se submetendo ao que der e vier.

Diante dos limites ecológicos e dos alertas científicos, a humanidade tem duas opções neste século: mudar a economia para evitar o aquecimento global, as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade. Ou mudar desesperadamente a vida para conviver com os desastres climáticos que virão cada dia mais intensos, como já mostra a realidade. As duas opções exigem disposição, inovação e ação imediata!

Mas, se os dois caminhos exigem muito trabalho, é bem melhor e mais inteligente evitar o caminho da insegurança e aflição. Ou seja, é obviamente preferível optar pela prevenção e planejamento, criando uma nova economia de baixa emissão de gases de efeito-estufa, que possa evitar a elevação de temperatura e, ao mesmo tempo, gerar novos negócios, empregos, inclusão social e ambiente saudável.

O movimento Pernambuco no Clima e a rede de comunicação Clima Business, que interligam poder público, empresas e sociedade, foram criados para contribuir na construção e fortalecimento de novas cadeias produtivas sustentáveis, que orientem a economia para o rumo da estabilidade ambiental, climática e social.

Acreditamos que a economia verde, de baixo carbono, é a base propulsora do desenvolvimento inclusivo e sustentável. Por isso, avançamos do ativismo ambientalista para o ativismo sustentabilista, considerando a economia o elo estratégico para preservar ecossistemas naturais e reduzir desigualdades humanas.

Para vencer a crise econômica que desafia o Brasil, é hora de melhorar o clima de negócios e criar negócios para melhorar o clima.


Leia a Revista Clima Business - http://issuu.com/exclusivabr/docs/revista_clima_business_ed1/4

Movimento Pernambuco no Clima - www.penoclima.com.br 


ENGLISH

CLIMATIC DISRUPTION

The climate will change the economy, culture and business models. What to do? » Disruption means sudden and intense change in a seemingly immutable process. A radical and unexpected change, which requires high adaptability and survival. Lately it’s a word closely associated with major technological innovations that break paradigms, break centenarian businesses and generate unpredictable economic and behavioral models.


If a gadget such as smartphones, for example, provokes drastic and rapid changes in powerful communication, photography and music industries, what can we expect from an event on a planetary scale, such as increasing the Earth's temperature, causing extreme droughts, hurricanes, flooding and species extinction? With global warming, many disruptions occur in the energy, transportation, agriculture, water, urban development, food, housing and international relation sectors?

There are two ways to deal with disruptions: the first is acting, leading, innovating, influencing, anticipating collaborative and sustainable solutions. The second is to be passive and be carried away by the wave, adapting or submitting to whatever comes.

Given the ecological limits and the scientific warnings, mankind has two options in this century: change the economy to prevent global warming, climate change and biodiversity loss. Or desperately change their lives to live with climatic disasters that will come each time more intense, as is already happening. Both options require willingness, innovation and immediate action!

But if the two paths require hard work, it’s much better and more intelligent to avoid the path of insecurity and distress. In other words, it’s obviously preferable to opt for prevention and planning, creating a new economy of low greenhouse gas emissions, which can avoid the temperature rise and at the same time, generate new businesses, jobs, social inclusion and a healthy environment.

We believe that the low carbon, green economy is the driving base of inclusive and sustainable development. So we advance from environmental activism to sustainable activism, considering the economy's strategic link to preserve natural ecosystems and reduce human inequalities. To overcome the economic crisis that challenges Brazil, it's time to improve the business climate and create businesses to improve the climate.

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