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Jornal do Commercio - Recife - PE
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  • 03 de Outubro de 2016 às 00:00

Novas metas para salvar florestas

Plano também prevê ampliação da cobertura vegetal da mata atlântica em Pernambuco

03 de Outubro de 2016 às 00:00
Da Redação

HÉLIA SCHEPPA Zoom

 Cinco anos depois de lançar o Plano de Mudanças Climáticas de Pernambuco, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) anuncia a revisão do documento, com o acréscimo de novas metas. Uma delas é recompor, no mínimo, 20% da vegetação de mata atlântica, hoje reduzida a 11% da área original.

"Precisamos estabelecer limites para redução da mata atlântica e da caatinga. O desmatamento no semiárido é grande e não pode continuar", declara o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, Sérgio Xavier. Segundo ele, uma forma de proteger os dois biomas, contribuindo para a regeneração das florestas, é criar unidades de conservação.

Ele observa, porém, que a preservação das áreas protegidas não é tarefa apenas do governo. "A sociedade deve se envolver nesse processo, participando do conselho gestor. Não adianta criar as unidades de conservação apenas no papel. É difícil o Estado fazer tudo sozinho", afirma o secretário.

Um grupo de trabalho foi criado no Conselho Estadual Meio Ambiente (Consema) para fazer a atualização do Plano de Mudanças Climáticas. "A tarefa do grupo é agregar novas informações, analisar o quanto das metas previstas conseguiram ser alcançadas e criar uma rede colaborativa de gestão em tempo real, para a população monitorar as ações.

Quando esse sistema colaborativo estiver implantado, diz Sérgio Xavier, o plano será atualizado e aprimorado de modo permanente, em rede. "O documento no papel é da gestão off-line e deixará de existir."

De acordo com o secretário, com o monitoramento on-line é mais fácil acompanhar e cobrar projetos de cada setor - prefeituras, governo estadual, governo federal e empresas.

O plano, informa Sérgio Xavier, deve remeter a projetos que sejam apoiados em questões sociais, ambientais e econômicas. O resultado esperado é o desenvolvimento sustentável, estabelecendo equilíbrio entre os três itens e envolvendo a sociedade nas ações.

Pernambuco, diz ele, enfrenta quatro vulnerabilidades, sendo três delas ambientais: seca e desertificação no semiárido, erosão e avanço do mar no litoral e chuva e inundação na Zona da Mata. "A quarta é uma questão econômica, o modelo de desenvolvimento que não é sustentável, e esse problema não é só nosso", comenta.

"Daí a importância de buscar mais fontes de energias renováveis, da redução do uso de combustíveis fósseis e de diminuir quantidade de carros nas ruas. As ações são voltadas para o desenvolvimento sustentável, nosso foco não é pontual."

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