Olhar adiante e ousar agora

11 de Julho de 2010 às 17:47 em
por Sérgio Xavier

Diante de um modelo de desenvolvimento que mantém altos índices de exclusão social e crescente degradação das bases naturais que sustentam a vida, os verdes estão firmes no propósito de marcar uma posição de vanguarda nestas eleições, reunindo idéias arrojadas, visando implantar em Pernambuco e no Brasil um modelo de Desenvolvimento Sustentável, que garanta o equilíbrio das dimensões econômica, humana e ambiental.

Nos últimos meses, tivemos centenas de mortes no Brasil, apenas com os impactos de chuvas. Simplesmente devido ao desmatamento, ao crescimento descontrolado das cidades, ao assoreamento de rios e à falta de percepção e preparo dos governantes. A maioria dos políticos ainda não percebeu a importância de fortalecer a economia, garantindo inclusão das pessoas e respeitando o equilíbrio ambiental. Prevalece a visão de crescimento econômico a qualquer custo.

E a sociedade está pagando um preço alto por continuar submetida a este modelo: socialmente injusto, ecologicamente insustentável, sem perspectiva de futuro.

Os indicadores mostram que este modelo de crescimento está nos levando a um colapso. Em Pernambuco, a dilapidação do patrimônio natural está nos deixando numa situação crítica: Restam 52% da Caatinga, menos de 50% dos Mangues, cerca de 2,6% da Mata Atlântica (e a devastação continua, com impacto em recursos hídricos, ciclo de chuvas e biodiversidade), temos praticamente 0% de rios limpos e já sofremos conseqüências sérias com a ocupação desordenada do litoral: devastação de mangues, erosão, esgotos, poluição (devido ao grande déficit de saneamento). Os recursos pesqueiros estão em decadência devido ao aterramento de mangues e à pesca irracional. Além de tudo isso, por falta de planejamento equilibrado, a qualidade de vida nas grandes cidades está cada dia mais baixa.

Eis o Pernambuco que temos, em números:

• IDH – índice de desenvolvimento humano = 0,718 (Pernambuco é 23º no ranking do Brasil, à frente apenas da Paraíba, Piauí, Maranhão e Alagoas) (IBGE 2009);

• Número de famílias beneficiárias do Bolsa-família = 1.033.155 – representando quase a metade da população do Estado, considerando uma média familiar de 4 integrantes (Ministério do Desenvolvimento Social);

• Famílias com renda per-capta abaixo de ½ salário mínimo = 41,8%. Apenas 2,9% têm renda per-capta acima de 5 salários mínimos, demonstrando alta concentração de renda. (IBGE 2008)

• 337 mil desempregados na Região Metropolitana do Recife (PED-RMR);

• Analfabetismo funcional acima de 15 anos de idade = 28,5% (IBGE 2008);

• Desigualdade de oportunidades. Educação ineficiente e sem atrativos para o jovem.

• Crescente caos urbano. 100 automóveis são adicionados por dia no Recife (Diário de Pernambuco 7/6/2010). Morrem, em média, mais de 3 pessoas por dia em acidentes de trânsito no Estado (incluindo atropelamentos e acidentes com motocicletas e automóveis). (Diário de Pernambuco 15/6/2010)

• Constantes tragédias provocadas pelo despreparo dos órgãos públicos para prever riscos. Nas últimas chuvas, morreram mais de 20 pessoas no Estado e dezenas de cidades sofreram destruição, deixando milhares desabrigados. É inadmissível a repetição dessas tragédias. Uma das idéias inovadoras do nosso Plano de Governo é a implantação imediata de um Sistema de Prevenção de Desastres Ambientais, incluindo: Planejamento urbano sustentável, Planos de Alertas e Plano de Proteção e Transferência de pessoas em situação de risco.

• Expectativa de vida em Pernambuco caiu de 68,5 em 1998 para 64,5 em 2008 (IBGE 2009)


RECICLAR O GOVERNO

Este quadro comprova que a forma de governar Pernambuco precisa ser reciclada. É hora de criar um novo jeito de desenvolver, incluindo as pessoas e usando racionalmente os recursos naturais para garantir uma economia forte hoje e no futuro. É urgente a necessidade de mudar percepções na gestão pública e priorizar o crescimento da qualidade de vida, das gerações atuais e vindouras.

Não basta acelerar obras de concreto é preciso implantar um novo padrão de fortalecimento da economia, baseado na inclusão produtiva, na criatividade, no capital intelectual e nas novas demandas do Século 21.

É isso que defendemos e explicitamos de forma concreta no Plano de Governo “Pernambuco Adiante”. O documento, com linhas gerais, entregue oficialmente ao TRE, será debatido durante a campanha e aprimorado e enriquecido de forma interativa, com diversos públicos, em processo permanente.

Com este Plano de Governo Verde, buscamos oferecer a Pernambuco algo muito além de um projeto eleitoral, pois a meta fundamental de melhorar e sustentar a vida interessa a todos, sem exclusões. É um projeto para o agora e o futuro. Para a espécie humana e todas as espécies. Para o Brasil e todos os países. Para cidadãs e cidadãos do presente e para os que ainda vão nascer. É um projeto de vida sustentável, que significa equilíbrio social, econômico e ambiental, simultâneo e estável, para todos. O PV quer que eleitores tenham uma opção contemporânea, atualizada, indo além da mesmice que os políticos tradicionais insistem em manter.

Estamos lançando o primeiro projeto político-eleitoral para o Governo do nosso Estado, baseado no conceito da Sustentabilidade. E o que é sustentabilidade? É garantir o sustento das coisas essenciais da nossa vida:
Emprego
Saúde
Segurança
Educação
Democracia
Habitação
Recursos Naturais
Economia
Cultura
Esperança de Vida no Futuro...


REINVENTAR A POLÍTICA E A GESTÃO PÚBLICA

O crescimento da economia não está se traduzindo em melhoria de vida para todas as pessoas e, pior, está comprometendo a qualidade de vida das futuras gerações. Visando uma vida melhor hoje e no futuro, propomos reinventar a política e a gestão pública, incorporando o conceito de sustentabilidade, agregando nova visão estratégica e reunindo conhecimentos que já estão disponíveis no meio acadêmico e até nas empresas e terceiro setor, mas que ainda não foram incorporados pelo setor público. Claro, com velhas práticas que ainda imperam na política brasileira a máquina pública está sempre loteada por apadrinhados, sem a qualificação adequada para inovar e garantir resultados eficazes. Mas, com imaginação, envolvimento da sociedade e entusiasmo, é plenamente possível reverter esse quadro.

Sustentabilidade quer dizer criar empregos e sustentá-los por muitos e muitos anos. Quer dizer buscar uma solução para hoje e garantir que esta solução tenha vida longa, evolutiva, em todos os sentidos. Não basta anunciar obras e divulgar a criação momentânea de empregos. É preciso visão sistêmica, integrada, perene. Obras estruturadoras são fundamentais, mas devem ser planejadas de forma inteligente e articulada, evitando gigantismos: desconcentrando, distribuindo e garantindo continuidade dos processos. Não basta criar empregos aqui e perder acolá. Nem podemos gastar recursos naturais hoje sem deixar reservas para amanhã.

SALTAR DO PENSAMENTO EXCLUDENTE (OU) PARA A VISÃO INTEGRADA (E)

Assusta constatar que a maioria dos planejadores e gestores governamentais sempre optam por saídas baseadas na exclusão. OU fábricas OU mangues. OU pescadores OU técnicos. OU pequenos agricultores OU gerentes de indústrias. Nunca passa pelas suas visões mecanicistas a idéia de que é possível somar, integrar, e ter tudo isso ao mesmo tempo: fábricas, mangues, agronegócios, matas, turismo, rios, assegurando espaços para pescadores, doutores, operários, comerciantes, agricultores, cidadãos de hoje e do futuro.

Se observarmos com atenção o equilíbrio da própria natureza, podemos perceber que o segredo da sua vitalidade é exatamente a complementaridade, a convivência colaborativa, a megadiversidade, o funcionamento sistêmico. Se a natureza é tão perfeita, porque não segui-la como exemplo? Em vez de devastar e poluir é mais inteligente aprender com os ecossistemas, imitá-los na economia, no planejamento urbano, no dia-a-dia e aproveitar sua riqueza com sabedoria, sensibilidade e de forma duradoura.

Precisamos urgentemente de um plano de desenvolvimento sustentável não apenas para as zonas urbanas, mas para o campo, sobretudo para o semi-árido. Uma região que será ainda mais afetada se não conseguirmos conter o perigoso aquecimento global.

Mudar o modelo de crescimento caótico atual exige criatividade, conhecimento e novas referências conceituais. Requer visão crítica e reeducação. Coisas que não estão nas preocupações da maioria dos políticos, acomodados em velhas formas de poder e seguidos por eleitores pouco informados.

Os verdes desejam quebrar este ciclo vicioso de ignorância política que, se não for revisto imediatamente, poderá nos levar, em pouco tempo, a um colapso sócio-econômico-ambiental.

ACELERAR PARA A SUSTENTABILIDADE, ANTES QUE SEJA TARDE

Um governo verde deve ir além dos velhos modelos desenvolvimentistas. Em vez do tradicional PAC - Plano de Aceleração do Crescimento (que foca apenas em obras, sem planejamento sistêmico), devemos formular um PAS - Plano de Aceleração da Sustentabilidade . Precisamos trocar Crescimento Insustentável por Conhecimento Inovador e transformar o velho PAC em Plano de Aceleração do Conhecimento - ou seja, um grande programa de difusão de conhecimento em rede, com inclusão digital e profissionalização, visando transitar para uma nova economia sustentável. Uma reinvenção dos processos educativos, usando internet e novas tecnologias audiovisuais.

Conhecimento é o caminho. Todos os grandes problemas humanos são decorrentes da falta de conhecimento, informação e percepção.

Pernambuco precisa se capacitar rapidamente para aproveitar as imensas oportunidades da emergente economia de baixo carbono.

Em sintonia com as emergências contemporâneas, propomos a conversão de desperdícios em renda, considerando um "Upsizing" das grandes cadeias produtivas (ampliando postos de trabalho, reformulando a matriz energética, recuperando recursos degradados e reduzindo a poluição, gerando múltiplas oportunidades - tudo simultaneamente, num processo econômico "ganha-ganha").

O Plano de Governo “Pernambuco Adiante”, baseado no conceito de Desenvolvimento Sustentável (Economicamente viável, Socialmente justo e Ambientalmente equilibrado), é o primeiro formulado de forma colaborativa, em rede, via internet, além dos debates presenciais, com especialistas de diversos setores, coordenados pelo engenheiro Álvaro Cavalcanti.

MAPA DE NAVEGAÇÃO: AONDE IR E COMO CHEGAR

O #PEadiante (como é identificado entre os colaboradores no Twitter) prioriza a melhoria imediata das bases da vida social: Educação, Saúde, Segurança (convivência), Infraestrutura (econômica e familiar), Meio-Ambiente, Cultura Criativa (capital intelectual) e Empreendedorismo, Emprego e Renda.
Tem 5 eixos:

1. CONHECIMENTO - Compromissos: promover acesso livre a todos, acelerando com redes digitais e educação presencial e à distância com tecnologia audiovisual. Universalizar acesso à Internet com Banda Larga. Promover capacitação contínua de educadores. Motivar iniciativas voluntárias, com mutirões de transferência de conhecimento (com criação do Portal do Conhecimento Colaborativo). Implantar políticas de intensa Comunicação de Utilidade Pública. Tornar a educação atraente e motivadora para os jovens. Criar o programa "Quero Conhecimento", focado no acesso a informação e conhecimento para públicos excluídos, com agentes jovens e uso de novas tecnologias de informação. Atenção especial à capacitação permanente e interativa de professores, via internet.

2. INCLUSÃO – Compromissos: priorizar envolvimento produtivo da população excluída. Acelerar o fim da miséria. Implantar Programas Sociais de 3ª Geração, fortalecendo e avançando a partir dos resultados do Bolsa Família (integrar suportes atuais e formar agentes de desenvolvimento familiar), em sintonia com as Diretrizes para o Programa de Governo Federal, apresentadas pela senadora Marina Silva, candidata do PV à presidência da República. Crianças, idosos e pessoas com necessidades especiais terão atenção diferenciada em todas as políticas públicas.

3. INOVAÇÃO – Compromissos: formular soluções criativas e inéditas para velhos problemas que perduram há décadas. Criar grupos multidisciplinares motivados por profissionais criativos para reinventar saídas: rápidas, simples e de baixo custo. A valorização do servidor público é a chave para a melhoria dos serviços públicos. Defendemos a capacitação, valorização e motivação dos profissionais de todas as áreas governamentais. É preciso investir na capacitação contínua, em condições favoráveis de trabalho, em salário compatível, na perspectiva de evolução pessoal e também na valorização simbólica, fortalecendo a imagem e a autoestima dos servidores do Estado. Sem servidores motivados, preparados e sintonizados com a inovação não haverá serviço público de qualidade e não sairemos do atual ciclo vicioso, ancorado na mesmice e falta de entusiasmo.

4. EMPREGOS VERDES - Compromissos: incentivar a emergente economia de baixo carbono e fortalecer pequenas empresas sustentáveis. Criar programas geradores de empregos para pessoas com alta e baixa qualificação usando recursos de créditos de carbono. Envolver as pessoas que estão fora do mercado de trabalho. Descentralizar a criação de oportunidades, criando pólos de desenvolvimento sócio-econômico sustentável em todas as regiões do Estado. Incentivar investimentos privados sintonizados com a emergente economia ecológica. Incentivar: Indústrias Comunitárias, Cooperativas de Reciclagem, Redes Colaborativas, Diversidade Cultural e Economia criativa, inclusiva e solidária.

5. SUSTENTABILIDADE - Compromissos: implantar conceito em todas as áreas governamentais e nas políticas públicas. Incentivar conversão das principais cadeias produtivas para um modelo sustentável, com programas de capacitação, financiamento e redução de impostos. Fortalecer a raiz ética: compromisso com futuras gerações e combate à corrupção. Implantar Gestão pública de última geração, usando soluções e tecnologias de ponta, reduzindo desperdícios de recursos e de tempo, viabilizando um Governo criativo, digitalizado, ágil e sustentável.

Temos o compromisso de inovar no conteúdo e na forma de fazer política. Portanto, a campanha do PV será criativa e limpa:

- “Arvoreatas” – toda emissão de carbono das atividades de campanha será compensada com plantio de árvores, por colaboradores do PV. Já foram plantadas mais de 900 árvores este ano, em Gravatá, Glória de Goitá e Escada

– Som Cidadão – compromisso em manter o volume de carros de som e “bicicleta de som”, em limites adequados

– Bicicleatas em vez das poluidoras carreatas

– Debate em rede, via internet - facilitar a participação de pessoas em diversos locais.

– Panfleto link – usar menos papel. Textos resumidos, com links para complementos de informações na internet

– Cidade Limpa – evitar sujar as ruas durante a campanha. Usar Pipas gigantes em locais abertos para divulgar mensagens

Nestas eleições exercitaremos a inventividade, buscando tornar o Partido Verde um exemplo prático de organização política sintonizada com os valores, atitudes e anseios civilizatórios da segunda década do século 21.

Convido você a se integrar neste projeto histórico, sem medo de olhar adiante e ousar agora.


Sérgio Xavier

Candidato do PV a Governador de Pernambuco

Com vice Nely Queiroz, Renê Patriota Senadora e
Marina Silva Presidente, por um Brasil Sustentável

SAIBA MAIS
Veja o documento completo do Plano "Pernambuco Adiante" e compare com as propostas de outros candidatos - Link: http://bit.ly/b9MyVa (Nesta página, clique sobre o mapa de Pernambuco e depois em "Governador").
Veja também exemplo do que diz a imprensa: http://bit.ly/dyPJwb

#PEadiante: MegaIdeias em MicroTextos

30 de Maio de 2010 às 21:08 em
por Sérgio Xavier

Internet Zoom
Tecendo a teia de ideias verdes para um Brasil sustentável

Sérgio Xavier

Lançamos no Twitter o primeiro Plano de Governo em formulação colaborativa, interativa, em rede. As midias digitais são as novas bases para atuação política ampla, democrática e transparente, com influência em tempo real. Permitem reciclar as velhas estruturas dos partidos. Sair das burocracias e hierarquias para um plano horizontal, numa grande teia de relações livres, onde todos podem participar em pé de igualdade: de qualquer lugar, a qualquer hora e discutindo o tema que desejar. Sem parar. O ativismo político do século 21 exige a participação direta das pessoas e a internet é o canal ideal para avançar com inteligência coletiva.

Os líderes politicos da Era Digital precisam se conectar com as visões, utopias e idéias da cidadania contemporânea, sobretudo com as percepções de jovens internautas, e construir colaborativamente um novo modelo de partido em rede. Uma nova forma de ação política simples, direta, interativa, visando resultados imediatos. E o foco deve ser a formulação solidária de soluções para os maiores problemas atuais: na saúde, segurança pública, educação, emprego e qualidade de vida. Com esta iniciativa, inauguramos no PV um novo passo para superar os velhos programas governamentais, feitos sem transparência e sem participação.

Denominado provisoriamente de "Pernambuco Adiante" (até o nome está aberto a contribuições) - com hashtag #PEadiante - o inédito Plano Verde, terá como eixos: INOVAÇÃO, INCLUSÃO, CONHECIMENTO, EMPREGOS VERDES E SUSTENTABILIDADE, conforme os primeiros posts já lançados no Twitter:

#PEadiante Eixo1: CONHECIMENTO: promover acesso livre a todos, em redes digitais e audiovisual. Universalizar Banda Larga via rede elétrica

#PEadiante Eixo2: INCLUSÃO – priorizar envolvimento produtivo da população excluída e capacitação em massa, visando acelerar fim da miséria

#PEadiante Eixo3: INOVAÇÃO – formular soluções criativas para velhos problemas. Twitter será espaço interativo para ousar e inventar, com VC

#PEadiante Eixo4: EMPREGOS VERDES - incentivar a emergente economia de baixo carbono e fortalecer pequenas empresas sustentáveis

#PEadiante Eixo5: SUSTENTABILIDADE - implantar este conceito em todas as áreas governamentais e nas políticas públicas

Como as mensagens no Twitter são limitadas a 140 caracteres, criamos um e-mail para receber propostas, em detalhes e com conteúdos anexados: assessoria@pv.org.br
Mas a equipe de comunicação do PV, formada por internautas voluntários, vai postar resumos das idéias incorporadas ao Plano.

Algumas idéias já estão disponíveis na rede para debate e consolidação. Veja as primeiras:

#PEadiante Proposta1:Banco Digital de Soluções Sustentáveis. Rede colaborativa reunindo casos de sucesso e "como fazer" para ampla aplicação

#PEadiante Proposta2: Criar incentivos para produtores de conteúdo que liberarem o acesso gratuito na internet. Eixo1: Conhecimento livre!

#PEadiante Proposta3: Criar pequenas empresas sociais, com capacitação e incentivos para ressocializar ex-presidiários Eixo2: Inclusão e paz

#PEadiante Proposta4: Reinventar a SUDENE como Centro de Estudo e Planejamento para o Desenvolvimento Sustentável Eixo5: Sustentabilidade

#PEadiante Proposta5: Programa de prevenção de acidentes com motociclistas. Salvar vidas e reduzir alto impacto nas emergências hospitalares

#PEadiante Proposta6: Priorizar gasoduto e fontes renováveis de energia p/ Pólo Gesseiro. Evitar desmate caatinga. Cuidar saúde operários

#PEadiante Proposta7: Programa Empresas Sustentáveis para Pólo de Jeans. Incentivos e capacitação para acabar com poluição dos rios

COMO USAR O TWITTER E CONTRIBUIR COM O "PERNAMBUCO ADIANTE"

Endereço: http://twitter.com/Sergio_Xavier
hashtag #PEadiante - Palavra-chave (marcador) para localizar a lista de todos os posts sobre o assunto (em ordem cronológica)
Contato via Twitter - Digitar @Sergio_Xavier ou @PartidoVerdePE no Post escrito no http://twitter.com/
Manual do Twitter: http://bit.ly/bgypHR

Na contramão do MangueBeat, governo lança MangueBrita em Suape

29 de Abril de 2010 às 08:54 em
por Sérgio Xavier

Divulgação Zoom
É inteligente transformar este verde em concreto?

Nos anos 90, com Chico Science e Fred Zeroquatro, Pernambuco se notabilizou com o movimento MangueBeat, arte inspirada na diversidade e importância dos nossos manguezais. http://bit.ly/b5SZU7

Agora, desejando cobrir de concreto o imenso manguezal de Suape, o Governo do Estado lança o que podemos chamar de MangueBrita.

É o velho poder econômico varrendo o bom senso e impondo caminhos sem qualquer imaginação, sem sequer avaliar se não há alternativas mais inteligentes, equilibradas e também lucrativas.

Assusta constatar que planejadores e gestores governamentais sempre optam por saídas baseadas na exclusão. OU fábricas OU mangues. OU pescadores OU técnicos. OU pequenos agricultores OU gerentes de indústrias. Nunca passa pelas suas cabeças mecanicistas a idéia de que é possível somar, integrar, e ter tudo isso ao mesmo tempo: fábricas, mangues, agronegócios, matas, turismo, rios, assegurando espaços para pescadores, doutores, operários, comerciantes, agricultores, cidadãos de hoje e gerações futuras.

Se observassem a riqueza equilibrada do próprio manguezal perceberiam que o segredo da sua vitalidade é exatamente a complementaridade, a convivência colaborativa, a megadiversidade, o funcionamento sistêmico. Se a natureza é tão perfeita, porque não seguir seu exemplo? Em vez de matar o mangue seria mais inteligente aprender com ele, imitá-lo na economia e aproveitar sua riqueza com sabedoria e sensibilidade.

Talvez esses tensos senhores estejam precisando descontrair, pegar uma praia, tomar uma cervejinha gelada, ouvir boa música e pensar melhor:

“Uma cerveja antes do almoço é muito bom, pra ficar pensando melhor”, Chico Science e Nação Zumbi

Mar de concreto

O Projeto de Lei Nº 1496/2010 ( http://bit.ly/afcWcg ), proposto pelo governador Eduardo Campos, visando desmatar 1.076 hectares de mangues e matas nativas no porto de Suape (quase 11 milhões de metros quadrados) foi aprovado esta semana pela Assembléia Legislativa, mesmo com parecer contrário da Comissão do Meio Ambiente http://bit.ly/d234s8 .

Entre os 40 deputados presentes, apenas 11 votaram contra, entre eles, Lucrécio Gomes, do Partido Verde (PV) http://bit.ly/aO30nK

Nas negociações pelos votos dos parlamentares, sem maiores explicações, o governo anunciou redução do desmatamento do mangue: de 893 para 508 hectares - 385 hectares a menos que a proposta inicial. Com essas mudanças, decididas em reuniões fechadas, sem apresentação de estudo consistente ou justificativa pública, fica uma grande dúvida sobre a real necessidade e viabilidade do megadesmatamento. Se 385 hectares não precisam ser devastados por que estavam inseridos na lei? E como esta parte minoritária conseguirá sobreviver desmembrada dos 508 que serão extintos? Será que não é apenas um jogo para destruir tudo depois?

“PV reage à aprovação de projeto na Alepe” http://bit.ly/clk1Mr

O texto original revela a total falta de compromisso socioambiental do governo. São 13 páginas listando friamente as áreas a serem desmatadas, apenas 6 linhas citando burocraticamente as “compensações ambientais” e nenhuma palavra, isso mesmo, zero, sobre os impactos e as possíveis compensações sociais. Sabemos que na região existem comunidades que vivem da pesca, que serão diretamente afetadas com a supressão radical dos manguezais, mas a Lei não dá a mínima atenção a isso.

Suape e o mito do crescimento a todo custo

É hora de abrir um debate transparente sobre o papel de Suape no desenvolvimento de Pernambuco. Há muita propaganda, mas a realidade mostra-se menos generosa. Como explicar que em meio a tantos investimentos, que atingem bilhões de dólares, o município de Ipojuca, que sedia o complexo, tem mais de 32% de analfabetos, 61% com renda familiar abaixo do mínimo e 64% sem saneamento? Algo está errado. O “crescimento econômico” não está gerando o desejável desenvolvimento social.

Portanto em vez de praticar mais devastação o governo precisa realizar as compensações socioambientais pendentes, prometidas, formalizadas e nunca implementadas, e construir, junto com a sociedade, um plano consistente de inclusão social e sustentabilidade ambiental. Somos favoráveis à instalação de novas empresas em Suape, mas é plenamente possível que isso seja feito preservando nosso patrimônio natural. Em vez de trocar um grande mangue, uma grande “fábrica natural”, por outra artificial, queremos garantir as duas coisas: as fábricas e os mangues. Esta é a tendência do mundo desenvolvido no século 21: a convivência pacífica e harmoniosa da economia com a ecologia e o social. Este é o desenvolvimento sustentável que tanto defendemos.

Não queremos apenas barrar a devastação, nosso desejo é formular um ecoplanejamento para transformar Suape em um modelo de convivência equilibrada de todas as vocações da região: turística, residencial, histórica, ambiental, portuária e industrial. Não podemos olhar só para uma dessas vocações e comprometer as demais. Não podemos destruir uma “fábrica” natural de peixes, crustáceos e outros inúmeros “bioprodutos”, que têm valor ecológico, econômico e social, para colocar no lugar um negócio que pode beneficiar uns poucos e prejudicar muitos, hoje e no futuro. E que é irreversível do ponto de vista ambiental e, por isso, condenável do ponto de vista ético. Como nos ensina o mangue, é preciso estudar formas de obter todas as coisas simultaneamente, de uma forma onde todos participem e sejam beneficiados, garantindo o bem comum.

Suape sustentável

Há poucos dias, sobrevoei o complexo de Suape com a senadora Marina Silva (PV-AC), e o ex-presidente do Ibama, Bazileu Margarido. Registramos imagens aéreas, coletamos dados e estamos reunindo informações com especialistas de diversas áreas do conhecimento para propor um modelo de desenvolvimento sustentável para o complexo industrial e portuário (é lamentável que o governo com tanta estrutura e recursos não esteja fazendo isso).

Os verdes querem discutir formas de instalar novas empresas em Suape e em outros pontos do Estado, descentralizando e interiorizando a geração de oportunidades, sem comprometer ainda mais o equilíbrio socioambiental do nosso Estado. As intervenções realizadas anteriormente em Suape já geraram reflexos muito graves, como a mudança de hábitos dos tubarões, que migraram para Boa Viagem (já mataram dezenas de pessoas e afetaram o turismo), e a erosão na orla de Jaboatão. Precisamos evitar novas tragédias ambientais.

Debate em vez de desmate

A Lei foi aprovada, mas a luta para garantir a instalação de empresas sem acabar com os mangues, rios e matas não está perdida. Antes do desmate é fundamental o debate. A força da sociedade é maior que os encaminhamentos burocráticos de um Governo e de uma Assembléia, feitos sem apreço pela transparência e pela discussão profunda. Impressionam a superficialidade e ligeireza das discussões e a falta de argumentos convincentes para tamanha devastação. A “Lei do UltraDesmatamento” tem aspectos muito preocupantes. Seguem alguns:

- Não considera impactos socioeconômicos sobre as comunidades locais

- Não tem base em EIA/RIMA atualizado, portanto não se sabe, por exemplo, onde vai explodir a força das marés, se estas forem desviadas do vai-e-vem natural da área estuarina (vão bater ainda mais na orla de Jaboatão? Quem sabe?)

- Não considera outras potencialidades econômicas da região, como Pesca e Turismo (nem considera o valor econômico e financeiro do próprio mangue vivo, que pode ser objeto de projeto de compensação de carbono)

- O histórico de Suape mostra que nunca são realizadas as prometidas compensações socioambientais (o que se vê é o oposto)

- Não são apresentados dados que mostrem resultados socioeconômicos (desenvolvimento humano imediato) que demonstrem “compensar” tamanha destruição (os indicadores sociais de Ipojuca são uma prova de que o “crescimento econômico” não está se traduzindo em melhoria de vida das pessoas: Enquanto Pernambuco tem 24% de analfabetos (um numero assustador), Ipojuca é ainda pior: tem 32% de analfabetos, 65% sem saneamento e 61% com renda familiar abaixo do salário mínimo (e ostenta um dos piores IDHs – Índice de Desenvolvimento Humano do Estado).

- Falta total de transparência do governo. Ninguém sabe como será o projeto de expansão, não foi divulgado o novo plano diretor. Estudos sobre os problemas do complexo (realizados recentemente por instituições internacionais) estão engavetados. O governo aparece mais preocupado em defender o interesse das empresas do que o grande interesse público.

- Além disso, não sabemos o quanto de investimento público está sendo aplicado nesta operação. Certamente estes recursos seriam melhor aplicados em um grande programa de descentralização da industrialização, com incentivos a projetos com tecnologias sustentáveis.

- A indústria naval é um setor muito problemático no Brasil, cujo futuro é uma interrogação. Há estaleiros abandonados no Rio e em outros lugares.

Por tudo isso, avançaremos nesta luta com muita firmeza. Queremos Pernambuco como modelo de desenvolvimento inovador e sustentável e não como referência do velho modelo econômico, baseado no crescimento a todo custo, na exclusão e na degradação ambiental.

Hora de resgatar o conceito-mangue e avançar por novos caminhos!

“Da lama ao caos, do caos a lama...
Ô Josué eu nunca vi tamanha desgraça
Quanto mais miséria tem, mais urubu ameaça”, Chico Science e Nação Zumbi

Um novo jeito de desenvolver o Brasil

10 de Abril de 2010 às 19:18 em
por Sérgio Xavier

Na publicidade do PV, veiculada em rede de Radio e TV, nos dias 2, 5, 7 e 9/4, destacamos que é possível implantar um novo modelo de Desenvolvimento Sustentável.

Em mensagens curtas, defendemos um novo jeito de avançar, equilibrando economia-inclusão social-conservação ambiental, valorizando a educação.

Visando "uma vida melhor hoje e no futuro", propomos reinventar a política e a gestão pública, incorporando o conceito de sustentabilidade, agregando nova visão estratégica e reunindo conhecimentos que já estão disponíveis no meio acadêmico e até nas empresas e terceiro setor, mas que ainda não foram incorporados pelo setor público. Claro, com as práticas que imperam na política brasileira a máquina pública está sempre loteada por apadrinhados, sem a qualificação adequada para inovar e garantir resultados eficazes. Mas achamos possível reverter esse quadro.

O PV tem gente preparada , com experiência, conhecimento e história para construir, juntamente com Marina Silva, este novo modelo em Pernambuco e no Brasil

Veja os 7 videos aqui: http://bit.ly/9iehFc

Plano de Desaceleração da Vida

16 de Fevereiro de 2010 às 00:24 em
por Sérgio Xavier

InterJornal Zoom
Pausa para apreciar e mergulhar na riqueza cultural do carnaval de Pernambuco

Na_era_do_tempo_real, não há tempo para processar, refletir e escrever com profundidade. A vida acelerada pressiona por velocidade cada vez maior. Discordo. Resisto. Acho que tá na hora de desacelerar e curtir mais a vida (sobretudo a "primeira", de verdade, em vez da "second life" virtual).

No lugar dos velhos Planos de Aceleração do Crescimento (um caminho perigoso e pouco saudável) precisamos de um Plano de Desaceleração de tudo que faz mal. Quanto mais tranquila, melhor será a vida. A economia deve se adaptar à nossa qualidade de vida e não o contrário, como está acontecendo com o consumismo desvairado e a degradação descontrolada.

Enquanto as pessoas não reservam mais tempo para cultivar imaginação e descobrir formas lentas de felicidade, surgem canais sintonizados com o mundo veloz, tirando proveito dos hábitos eletrônicos e motivando as mensagens rápidas. OK, então vamos usá-los para tentar reverter os cenários. Assim, comecei a usar o Twitter com este objetivo. Buscar a reflexão e motivar uma visão crítica escrevendo micromensagens de 140 dígitos. Seguem abaixo os últimos microposts. Meu endereço é www.twitter.com/sergio_xavier e convido você a interagir nesta rede.

Quando faltar tempo para escrever neste blog, mandarei micromensagens via Twitter. E continuo defendendo um Plano de Desaceleração dos Sentimentos...


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Movimento em defesa de candidaturas plurais nas eleições de 2010, contra a tese de disputa plebiscitária com apenas duas opções:

- Imagine restaurante só c/ 2 pratos. Repertório c/ 2 músicas. Biblioteca c/ 2 livros. Acorde, querem reduzir Brasil a 2 opções!

- Imagine Arco-íris só com 2 cores. Circo com 2 atrações. Cinema só com 2 filmes. É pobreza eleição só com 2 candidatos. Viva a pluralidade!

- Imagine Carnaval só com 2 blocos. Ou Música só c/ 2 ritmos. E eleição só c/ 2 candidatos? Sem pluralidade, democracia murcha, inovação morre

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