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Imprensa destaca primeiro Parque Marinho para mergulhos de Pernambuco

28 de Abril de 2013 às 18:11 em
por Sérgio Xavier

 VEJA AS PRINCIPAIS NOTÍCIAS DA TV E DOS JORNAIS:

TV GLOBO – 27/04/2013

Veja reportagem do jornalista Francisco José, da TV Globo, sobre mergulhos em antigos navios naufragados no litoral do Recife e o projeto do primeiro Parque Estadual Marinho de Pernambuco. A secretaria estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade planeja afundar dois grandes aviões na área para criar recifes artificiais, multiplicar a vida marinha e atrair ecoturistas. O secretário Sérgio Xavier mergulhou junto com a equipe de TV para ver de perto as belezas do fundo do mar.
Veja vídeo nos links –

1) http://g1.globo.com/videos/pernambuco/nordeste-viver-e-preservar/t/edicoes/v/area-de-naufragios-da-costa-pernambucana-abriga-dezenas-de-peixes/2541464/

http://glo.bo/125w3fV

2) http://g1.globo.com/videos/pernambuco/nordeste-viver-e-preservar/t/edicoes/v/sucatas-da-vasp-podem-ser-afundadas-no-litoral-pernambucano/2568165/

http://glo.bo/12rgLUx

 

JORNAL DO COMMÉRCIO – PE 23/04/2013

Cartão-postal submarino

A partir de setembro, governo planeja implantar áreas específicas para mergulho e observação de naufrágios na Região Metropolitana


Nos 187 quilômetros do litoral pernambucano sabe-se da existência de mais de 100 navios naufragados. Pelo menos 27 deles, localizados no Grande Recife, vão compor o primeiro Parque Estadual Marinho de Naufrágios de Pernambuco, previsto para entrar em funcionamento a partir do próximo verão, em setembro.

Os frequentadores do parque vão mergulhar com arraias, tubarões, lagostas e uma infinidade de peixes multicoloridos. "Estamos definindo o modelo mais adequado, para conciliar a preservação com uso sustentável", diz o secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Sérgio Xavier.

Coordenado pela Semas, o projeto do Parque Estadual Marinho de Naufrágios já tem recursos assegurados. O governo vai usar parte do dinheiro do fundo de compensação ambiental, pago por grandes empreendimentos implantados no Estado. "Temos cerca de R$ 200 milhões captados", informa o secretário.

Sábado passado, ele visitou dois naufrágios, para ver de perto o patrimônio subaquático que fará parte do parque. No mergulho, conheceu o vapor Pirapama, afundado em 1889 depois de se envolver num acidente em 1887 e passar dois anos encostado no porto. A embarcação, de casco de ferro, está a 23 metros de profundidade e a seis milhas da costa, entre o Porto do Recife e Olinda.

O secretário também vistoriou o rebocador Servemar, afundado em 3 de junho de 2004 para formação de recife artificial. Com 22 metros de comprimento, a embarcação encontra-se a 24 metros de profundidade e a 3,5 milhas da costa, em frente à Praia de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. "É enorme a diversidade de espécies animais e vegetais nos navios e barcos naufragados", declara Sérgio Xavier.

Além das embarcações, o parque contará com duas aeronaves. A Semas e os parceiros do projeto pretendem afundar dois grandes aviões para ampliar o acervo dos naufrágios. Especialistas, mergulhadores e pesquisadores de universidades indicarão o lugar mais apropriado. "Pode ser no Recife, Olinda ou Porto de Galinhas, estamos avaliando."

Sérgio Xavier esclarece que a proposta do parque ainda está na fase de estudos. Os mergulhos do sábado precedem a execução do projeto, explica. O assunto será discutido na próxima semana, em reunião com a Secretaria de Turismo e Lazer do Estado, Ibama, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Capitania dos Portos, Superintendência de Patrimônio da União, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Associação das Operadoras de Mergulho de Pernambuco, Associação das Empresas de Ecoturismo de Pernambuco e universidades.

 

"Vamos apresentar a ideia e começar a definir os caminhos para criar o parque, que terá foco na educação ambiental e em pesquisa. Uma possibilidade é delimitar uma Área de Proteção Ambiental (APA)", adianta. Com o parque, o governo espera preservar o ecossistema natural e disciplinar atividades praticas no mar.

Um plano de manejo vai definir o que é preciso para fazer os mergulhos, guiados por empresas autorizadas e certificadas. A área do parque será sinalizada por boias e fiscalizada. "É um projeto com alcance social, ecológico, histórico e econômico", destaca o secretário.

Segundo ele, pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) identificaram mais de 70 espécies nos naufrágios. "Entendemos que os mergulhos não interferem na preservação da vida marinha", comenta. As embarcações funcionam como abrigo para animais e corais.

"Os naufrágios contribuem com o aumento de vida marinha e criam mais produção na cadeia alimentar. Isso pode atenuar o risco de ataque de tubarão, porque o peixe terá alimento", pondera Sérgio Xavier.


FOLHA DE PERNAMBUCO - PE - 23/04/2013

Recife pode ter polo de mergulho

Gilberto Prazeres

Uma das ações é adquirir dois Boeings para naufragá-los na costa pernambucana

Secretário Sérgio Xavier realizou mergulhos a naufrágios próximos à Capital (FOTO)



 Com o objetivo de constituir o maior polo de mergulho em corais do Brasil, a Secretaria de Meio Ambiente do Estado está muito próxima de adquirir dois aviões do modelo Boeing para naufragá-los ao longo do litoral pernambucano. Além do apelo turístico, a iniciativa também contribuirá para o enfrentamento aos ataques de tubarões, uma vez que o tipo de ecossistema que se forma nesse tipo de estrutura artificial atrai diferentes espécies de animais marinhos, incluindo os maiores predadores.

Responsável pela ação, o secretário Sérgio Xavier destaca que a gestão estadual praticamente não terá custos com a aquisição das aeronaves. “São sucatas e não gastaremos muito na compra. É algo barato que terá um impacto significativo. Além de colocar Pernambuco em destaque como o maior polo de mergulho em corais, também trabalharemos a questão dos tubarões. Os corais artificiais são uma saída para o problema, que persiste no Estado. São fontes de alimentos que deverão afastar esses animais da nossa orla”, observou.

Contudo, o secretário estadual de Meio Ambiente afirmou que ainda não é possível revelar os valores das duas aeronaves, uma vez que o Governo do Estado ainda está em fase de negociação com as empresas proprietárias dos aviões. O gestor indicou que esse período também incluiu o acerto para a realização do transporte dos aviões até a área do futuro naufrágio. “O preço não é problema. Apesar de ainda não poder divulgar, já garantimos que será baixo. A questão mais complicada é a logística para levá-los”, pontuou Sérgio Xavier.

No último fim de semana, o secretário mergulhou em dois naufrágios próximos ao Recife para ajudar a planejar o projeto estadual. O secretário revelou ainda que, na próxima semana, irá se reunir com representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Ministério do Meio Ambiente para analisar as possíveis áreas que podem abrigar os dois Boeings na costa pernambucana. “Tem que ser feito com cuidado. Vamos verificar o melhor local para levar as duas aeronaves”, frisou.


MODELO

O Boeing é um avião no estilo widebody (aeronaves de fuselagem larga) de longo alcance, projetado e produzido pela companhia norte-americana Boeing e vendido para as mais diversas companhias áreas espalhadas pelo mundo. Alguns deles possuem um andar superior ao pavimento principal como um salão extra para a realização de diferentes atividades durante os voos. Dependendo do modelo, o Boeing pode transportar até 415 passageiros.


DIÁRIO DE PERNAMBUCO – PE e DIÁRIO DE MINAS – MG – 28/04/2013

Aviões serão afundados para prática de mergulho recreativo em PE

Já imaginou mergulhar em aviões naufragados? Pois isso será possível até setembro no Recife e em Porto de Galinhas, quando o Parque Estadual Marinho de Naufrágios estiver funcionando. Os boeings da Vasp 727-200 e 737-200, estacionados no pátio do Aeroporto Internacional do Recife/ Guararapes - Gilberto Freyre há oito anos, deverão ser comprados pelo estado e afundados em alto-mar. Os frequentadores também poderão nadar entre arraias e peixes coloridos e ver de perto 27 embarcações que foram a pique na costa pernambucana.

Os aviões foram fabricados na década de 1980 e pararam de voar no início de 2005. Desde então, estão estacionados próximo à cabeceira 36 do aeroporto, ocupando uma área de 3 mil m2. No país, as aeronaves da Vasp estavam sendo desmontadas e as peças vendidas até novembro do ano passado, quando uma decisão da Justiça proibiu temporariamente os leilões. Caso a Secretaria Estadual de Meio Ambiente não consiga comprar os boeings, outros dois aviões, inclusive de fora do Brasil, poderão ser negociados. Mas isso encareceria o processo, devido aos custos com o traslado. "Estamos em processo de aquisição, negociando algumas alternativas, e vendo o local adequado no fundo do mar", acrescentou o secretário Sérgio Xavier. "O projeto (parque) é válido, pois os recifes artificiais atraem a vida marinha e estimulam o turismo”, disse o biólogo da UFPE, Leonardo Bruto.

Ecopolítica em Rede, para a sustentabilidade planetária

15 de Fevereiro de 2013 às 02:31 em
por Sérgio Xavier

Neste sábado (16/2), em Brasília, participaremos do ato de fundação do novo partido, fruto do Movimento #NovaPolítica, liderado por Marina Silva. Detalhes e programação em www. redepropartido.com.br

A nova sigla, com nome ainda indefinido, está aberta a sugestões e algumas ideias, como “Semear, Plural, Brasil Sustentável, Eco Brasil e Partido Terra”, estão sendo discutidas. Sugeri Rede Verde, considerando o conceito de Partido-Rede, baseado nos princípios do Movimento #NovaPolítica: Ativismo Colaborativo, em redes digitais; inteligência coletiva-criativa e atitudes exemplares na vida real, para construção de um modelo de desenvolvimento inclusivo, sustentável e ágil. Sim, veloz, pois superar a exclusão social exige urgência e não nos resta muito tempo para conter os imensos riscos do aquecimento global.

 
Rede Verde, com a sigla #RV ou ReVerde indica "reinvenção e reciclagem" nas formas de praticar política. É a atualização do ativismo ecopolítico internacional, formulando uma nova instituição política com visão estratégica à frente dos atuais partidos ou buscando inovações pós-partidos verdes; saindo das estruturas partidárias tradicionais, mecanicistas e burocráticas, já superadas, para as redes vivas, livres e sistêmicas do século 21.


A ideia é inverter a posição estratégica dos movimentos sociais: em vez de ficarem submetidos, reféns das estruturas partidárias cartoriais, devem estar acima delas, influenciando e provocando mudanças conceituais e reais. Na nossa proposta, haverá inclusive vagas para candidaturas independentes, indicadas democraticamente pelos movimentos sintonizados com o programa da #NovaPolitica. Assim, será possível trocar as guerras entre correntes internas, que tanto desperdiçam foco e energia, por um modelo de Partido-Rede, que possibilite inúmeros movimentos orbitando livremente, focados nas suas lutas, que terão vagas garantidas para candidaturas avulsas no processo eleitoral.

A nova legenda será parceira do PV, pois ampliará o espectro ideológico socioambiental, pela sustentabilidade no Brasil. Ajudará na implantação de uma ideologia contemporânea, dinamizando a decadente política brasileira, firmando novas referências e atualizando utopias. Em vez de conflitar, vai se somar ao PV e a outros movimentos e instituições que buscarem, efetivamente, defender um modelo de desenvolvimento sustentável e a radicalidade ética na política.

Apesar de não ter avançado em instrumentos internos de democratização e não conseguir superar algumas práticas políticas tradicionais, o PV tem um programa que continua sendo o mais arrojado entre os atuais partidos brasileiros.

Continuarei filiado ao PV até a finalização do processo formal de criação da nova legenda. Como Secretário de Estado, avançarei colocando em prática o conteúdo programático do PV, como venho fazendo desde 2011, quando o governador Eduardo Campos nos convidou para implantar e dirigir a nova secretaria estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade. Estamos cumprindo fielmente todos os compromissos. E o governador tem apoiado com entusiasmo a realização de grandes projetos, como a implantação de 81 unidades de conservação na Mata Atlântica e Caatinga.

Foi a falta de instrumentos democráticos internos que levou Marina Silva a sair do PV em 2011. Logo após sua saída, ela definiu sua nova caminhada em três etapas: a primeira foi o debate livre do Movimento #NovaPolitica, lançado em 2011, que durou cerca de dois anos; a segunda é a definição sobre a criação do novo partido, como instrumento formal do movimento (que inicia no próximo dia 16/2); a terceira será a discussão sobre as eleições de 2014 e a sua possível candidatura a presidente do Brasil.

É preciso destacar que a criação do novo partido não é uma decisão apressada para lançar Marina à presidência. É um processo amadurecido nos últimos dois anos, com visão de longo prazo, como ela própria destaca. Muito diferente das práticas tradicionais de criação de partidos. Até porque, o lançamento de candidatura presidencial exigirá alianças e a formação de uma frente programática com outros partidos e movimentos.

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Lei das Ciclovias do Recife completa 22 anos sem aplicação :(

10 de Setembro de 2012 às 10:29 em
por Sérgio Xavier

Foto: Osvaldo Santos Zoom
Pedalando na Bicicletada de 31 de agosto de 2012

O tempo passa, o número de carros triplica, os congestionamentos agigantam-se, o estresse aumenta.
Por outro lado, o cicloativismo cresce, o numero de ciclistas se multiplica.
Mas a Prefeitura do Recife mantém a mesma visão carrocêntrica do século passado (cidade para carro, em vez de cidade para gente).

No Governo do Estado de Pernambuco, avançamos com o lançamento do projeto Pedala PE (veja links abaixo). Mas, como as mudanças no modelo de cidade e mobilidade dependem de nova percepção, novos valores e novos hábitos, os movimentos inovadores precisam persistir.

O Jornal do Commércio de hoje (10/09/2012) mostra que a exigência atual dos ciclistas é a mesma dos movimentos que articulamos nos anos 80. Como a mudança de paradigma é lenta...

 Veja nos links abaixo a notícia de hoje e um histórico sintético das nossas ações em defesa de uma cidade cicloviável:

(2012) – Jornal do Commércio - Ciclistas cobram respeito e política pública para a criação e manutenção de ciclovias - http://bit.ly/PUX5li

(1991) – Jornal do Commércio - A lei que criou as ciclovias do Recife continua engavetada - http://twitpic.com/at4o3d/full

(1990) - LEI Nº 15.329/90 - 1/2/1990  - Cria o PROGRAMA RECIFE-PÓLO CICLÍSTICO http://www.legiscidade.com.br/lei/15329/

(2011) -  InterJornal - Governo do Estado e Prefeitura discutem Plano Cicloviário para o Recife -  http://bit.ly/Q1Di3y

(2012) – InterCidadania - Ciclistas entregam manifesto em apoio ao Programa Pedala PE - http://bit.ly/Srcr5I

(2012) – InterJornal - Eduardo Campos lança 'Pedala PE', plano de incentivo ao uso de bicicleta com 100 km de ciclovias - http://bit.ly/NkuJDH

(1991) – Folha de Pernambuco – Por um transporte ecológico - http://twitpic.com/a5ip5q/full

(1991) - Diário de Pernambuco – Partido Verde luta para aplicação da lei que criou as ciclovias - http://twitpic.com/1y6gdb/full

(1989) - Diário de Pernambuco – Movimento pela bicicleta - http://twitpic.com/1y6h23/full


Rio+20: de volta ao futuro

17 de Junho de 2012 às 20:23 em
por Sérgio Xavier

VerdePress Zoom
Sérgio Xavier, Clovis Cavalcanti, Gilberto Gil e verdes internacionais, compondo a mesa do I Encontro Planetário dos Verdes, no Rio de Janeiro, 1992, durante Eco-92

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Artigo publicado no Jornal do Commercio de 17 de Junho de 2012

Sérgio Xavier – Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco

“A conferência revelará ao mundo quem está disposto a abrir mão de lucros em nome da qualidade de vida. (...) Os povos vão despertar para o fato de os problemas ambientais estarem interligados com miséria, doenças e com o modelo econômico”. Afirmei isso há 20 anos, sobre a Rio 92, em entrevista à jornalista Patrícia Raposo, publicada na pioneira editoria de Ciência e Meio Ambiente do Jornal do Commercio, em 20 de abril de 1992 (íntegra na internet: http://bit.ly/Lj6fFy ).

Duas décadas depois, esta afirmação continua atual para a Rio+20. O futuro da humanidade e de todas as espécies da Terra ainda depende de urgentes mudanças na economia para reverter processos poluidores, que emitem gases de efeito estufa (GEE), causando aquecimento global e, consequentemente, provocando perigosas mudanças climáticas. Ou seja, exige a superação do velho modelo de produção e consumo, injusto e insustentável, que esgota recursos naturais e perpetua níveis alarmantes de pobreza e desigualdade em todos os cantos do planeta. 84% da população mundial acessam apenas 22% do que se produz. Mais de 1 bilhão de pessoas não têm sequer água limpa.

A Rio+20 agrega uma preocupação adicional em relação à Rio 92: está 20 anos mais curto o TEMPO que agora dispomos para reverter um provável colapso ‘socioeconômicoambiental’, que ocorrerá se o aquecimento planetário não for contido! Para manter a temperatura da Terra com elevação máxima de 2º C neste século será necessário correr e inovar muito para reduzir as emissões dos GEE. Estudos indicam que para manter este limite, a concentração de gases na atmosfera não pode passar de 450 ppm (partes por milhão). E já chegamos a 400 ppm! Só em 2010, a emissão de CO2 com a queima de combustíveis fósseis no mundo cresceu meio bilhão detoneladas. O maior aumento desde o início da era industrial. Ou seja, os resultados das convenções sobre clima da ONU estão muito aquém do necessário!

Visando contribuir na reversão deste cenário, o Governo de Pernambuco, em parceria com a Comissão Rio+20 do Congresso Nacional, presidida pelo deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), promove na Rio+20 o encontro “Rio Climate Challenge – Rio Clima”, com participação do governador Eduardo Campos, da ex-senadora Marina Silva, do ex-secretário de Mudanças Climáticas da ONU - Yvo de Boer, do secretário geral das conferências da ONU sobre Meio Ambiente de Estocolmo (1972) e da Rio 92 - Maurice Strong, do ex-ministro Gilberto Gil, além de representantes de 20 países (os maiores emissores e os mais vulneráveis). O nosso objetivo é simular um cenário factível de mitigação dos riscos climáticos, com propostas de adaptação e financiamento de inovações para mobilizar a sociedade, influenciar governos e agilizar avanços, tanto no processo da ONU como em ações nacionais ou de grupos de países. Em abril, no Recife, realizamos o encontro preparatório “Pernambuco no Clima”, com 9 países presentes, ressaltando que nosso Estado está numa das regiões mais vulneráveis às mudanças climáticas: seca no semiárido, fortes chuvas na zona da mata e avanço do mar na região metropolitana.

Por outro lado, considerando que Economia Verde, tema da Rio+20, é eixo estratégico de transição para um modelo de desenvolvimento inclusivo e de menor impacto ambiental, o Governo de Pernambuco quer atrair investimentos para atividades econômicas sustentáveis. Neste sentido, lançaremos no Rio o programa PE Sustentável (Lei nº 14.666, de 18/5/2012), que visa fomentar, com incentivos fiscais e financeiros, os principais eixos da economia verde, como geração de energias renováveis (solar, eólica, biomassa e pequenas hidrelétricas), tecnologias inovadoras e processos de eficiência hídrica e energética, criando empregos sustentáveis.

Voltando ao futuro, imaginamos que as ideias-chave nestes tempos de Rio+20 são: Respeitar Limites - de emissões, de recursos naturais, de ocupação do solo e de resiliência dos ecossistemas; Equalizar a Economia - definir cadeias produtivas que devem receber incentivos para um crescimento limpo, e as que devem decrescer deforma planejada, convertendo velhos processos inviáveis em novos modelos inclusivos e sustentáveis; Colaboração e Criatividade em Rede - trazer para a vida real a cultura colaborativa e criativa da internet; Compartilhamento - sair do ‘ter’ para o ‘usar’ de forma inteligente e eficiente, como o uso compartilhado de carros, taxis, bicicletas e uso de equipamentos que voltam aos fabricantes para ‘upgrade’, sempre que surgirem inovações, evitando lixo tecnológico; Gestão Ecoeficiente - eliminar desperdícios, ganhar tempo, implantar políticas públicas interconectadas, com soluções sistêmicas; e, sobretudo, Mudanças de Percepções, Valores e Atitudes. Pois, se a ganância humana não for revertida, nem o universo será suficiente para todos viverem em harmonia.

De volta ao futuro, 20 anos depois

09 de Junho de 2012 às 19:47 em
por Sérgio Xavier

Reprodução do Jornal do Commércio - Recife Zoom

 

Foi há 20 anos, mas vale pra hoje. Os problemas e desafios continuam praticamente os mesmos. Mostram que a evolução socioambiental da humanidade está muito lenta!

A entrevista reproduzida ao lado, que concedi antes da Eco92, à jornalista Patrícia Raposo, do Jornal do Commércio (PE), indica que é hora de acordar o mundo e fazer acontecer. Diante do acelerado processo de aquecimento global, não poderemos perder mais duas décadas sem soluções concretas para evitar os drásticos efeitos das mudanças climáticas e da exclusão social.

Veja íntegra da entrevista nos links:

http://twitpic.com/9ujs2s

http://twitpic.com/9ujs2s/full  (Página Ampliada)

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